Rio 2016, agora é a nossa vez!
Não tem como não ficar feliz com a escolha do Rio de Janeiro para sediar os jogos olímpicos de 2016. Afinal, é o evento esportivo mais importante do mundo, a maior reunião de pessoas de praticamente todos os países em um clima de confraternização e harmonia, onde a única guerra existente é por medalhas, e as armas são o espírito olímpico e a garra de cada um. Além disso, não podemos nos esquecer dos investimentos que serão feitos no país, as melhorias de infra-estrutura, e todos os outros benefícios que estão por vir. E não posso deixar, claro, de parabenizar o atual governo, pois conseguiram, após três tentativas frustradas, convencer o comitê organizador dos jogos de que estamos realmente preparados para sediar o evento com maestria.
Os vídeos e discursos apresentados foram todos perfeitos, comentados no mundo todo, mas não podemos esquecer que este foi o menor dos problemas. É preciso tornar tudo aquilo realidade. Para isso, é preciso, antes de qualquer coisa, tomar consciência de que estamos muito longe do que prometemos entregar, que temos problemas nos quesitos mais básicos. Antes de estádios, parque aquáticos, vilas olímpicas e tudo o mais, precisamos melhorar muito em segurança, educação e saúde. Sem isso, não serão belos estádios e instalações magníficas e grandiosas que farão a escolha do Rio ter valido à pena.
E não é somente isso, temos que aprender a responder uma pergunta simples: o que fazer com tudo o que for construído quando os jogos acabarem? Diversas cidades pelo mundo que já sediaram os jogos, consideradas muito mais desenvolvidas que o Rio, hoje têm em suas instalações olímpicas grandes obras de concreto que tem história, mas não tem presente - estão sem uso algum. A princípio, o brasileiro tem uma criatividade muito maior do que qualquer outro país do mundo, o que me leva a crer que sempre descobrirão uma maneira de utilizar tudo o que for criado, mas aí me lembro do Pan de 2007 - também no Rio - que tem hoje diversas instalações, como o Parque Aquático Maria Lenk, que está sem uso algum.
Enfim, o trabalho está apenas começando, e ainda temos muito que fazer antes de poder comemorar. Mas tenho certeza, será uma festa completamente diferente de todas as outras, e fará os brasileiros sentirem ainda mais orgulho do seu país. Até lá!
outubro 10th, 2009 - 19:29
Acho interessante os pontos positivos e possivelmente negativos que você coloca. Mas eu vou um pouco mais longe (não quero ser extremista e posso até estar errado). Em primeiro lugar achei que no dia da votação houve um certo teatro, onde já se conhecia os favoritos, os possíveis ganhadores e não descarto nem a possibilidade de que já estava armado para o Brasil ganhar. Só não digo com toda a certeza porque Obama fez muito esforço e se expôs demais para que as olimpíadas fossem em Chicago, para que no fim fosse tudo uma armação, mas repito, não descarto essa possibilidade. Em segundo lugar, fico muito feliz pelo país sediar as olimpíadas aqui mas acho que a população não pode fechar os olhos para seus problemas que irão continuar até 20016 e durante também. Reconheço os benéficios que isso trará para o país, mas quem mais vai ganhar com tudo isso serão os “grandes” e não eu ou você. Vamos apenas assistir os jogos e nos divertir (política do pão e CIRCO). Enquanto isso a desonestidade e a mediocridade imperam.
Adorei seu site, tenho um blog onde gosto de expressar meu ponto de vista também. Adoraria que você visitasse e comentasse nos textos.
http://www.devistasonen.blogspot.com
outubro 21st, 2009 - 00:49
Gostei muito do seu comentário. Concordo plenamente que houve um grande teatro, e não acredito que foi apenas aquele videozinho e o discurso do Lula aos 45′ do segundo tempo que decidiram a votação, mas também não sei se já estava “armado” para o Brasil ganhar. Talvez existisse uma “pesquisa boca de urna” que apontasse o Brasil como vencedor, mas nem o Exmo. Molusco tem poder suficiente para tal feito.
Tenho diversos amigos cariocas, e todos foram unânimes em afirmar que no Pan somente a zona dos jogos e turistas estava segura, era uma “zona branca” no meio do caos de sempre. Infelizmente tenho plena convicção de que, se tivermos o sucessor de Lula – ou o próprio Lula novamente – certamente veremos um novo espetáculo “para inglês ver”. Do fundo do coração, como brasileiro que ama a sua bandeira, espero que estejamos errados, mas acho difícil.
Espero contar com sua colaboração mais vezes.
Um abraço grande, e em breve nos encontraremos também no seu blog.