Rio 2016, agora é a nossa vez!
Não tem como não ficar feliz com a escolha do Rio de Janeiro para sediar os jogos olímpicos de 2016. Afinal, é o evento esportivo mais importante do mundo, a maior reunião de pessoas de praticamente todos os países em um clima de confraternização e harmonia, onde a única guerra existente é por medalhas, e as armas são o espírito olímpico e a garra de cada um. Além disso, não podemos nos esquecer dos investimentos que serão feitos no país, as melhorias de infra-estrutura, e todos os outros benefícios que estão por vir. E não posso deixar, claro, de parabenizar o atual governo, pois conseguiram, após três tentativas frustradas, convencer o comitê organizador dos jogos de que estamos realmente preparados para sediar o evento com maestria.
Os vídeos e discursos apresentados foram todos perfeitos, comentados no mundo todo, mas não podemos esquecer que este foi o menor dos problemas. É preciso tornar tudo aquilo realidade. Para isso, é preciso, antes de qualquer coisa, tomar consciência de que estamos muito longe do que prometemos entregar, que temos problemas nos quesitos mais básicos. Antes de estádios, parque aquáticos, vilas olímpicas e tudo o mais, precisamos melhorar muito em segurança, educação e saúde. Sem isso, não serão belos estádios e instalações magníficas e grandiosas que farão a escolha do Rio ter valido à pena.
E não é somente isso, temos que aprender a responder uma pergunta simples: o que fazer com tudo o que for construído quando os jogos acabarem? Diversas cidades pelo mundo que já sediaram os jogos, consideradas muito mais desenvolvidas que o Rio, hoje têm em suas instalações olímpicas grandes obras de concreto que tem história, mas não tem presente - estão sem uso algum. A princípio, o brasileiro tem uma criatividade muito maior do que qualquer outro país do mundo, o que me leva a crer que sempre descobrirão uma maneira de utilizar tudo o que for criado, mas aí me lembro do Pan de 2007 - também no Rio - que tem hoje diversas instalações, como o Parque Aquático Maria Lenk, que está sem uso algum.
Enfim, o trabalho está apenas começando, e ainda temos muito que fazer antes de poder comemorar. Mas tenho certeza, será uma festa completamente diferente de todas as outras, e fará os brasileiros sentirem ainda mais orgulho do seu país. Até lá!