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	<title>Meu Ponto de Vista &#187; Senado</title>
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	<description>Polêmicas do dia-a-dia? Este é o lugar certo.</description>
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		<title>O Dia Internacional da DEMO-cracia: Mais uma oportunidade de reflexão sufocada</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 04:06:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou a semana toda tentando escrever sobre o Dia Internacional da Democracia, que aconteceu no último dia 15/09, e seus desdobramentos (em sua maioria contraditórios e até bizarros) no Brasil, mas muitos outros assuntos tomaram conta dos meus pensamentos, e acabou não saindo nada. Só pra não dizer que eu não falei nada sobre esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou a semana toda tentando escrever sobre o Dia Internacional da Democracia, que aconteceu no último dia 15/09, e seus desdobramentos (em sua maioria contraditórios e até bizarros) no Brasil, mas muitos outros assuntos tomaram conta dos meus pensamentos, e acabou não saindo nada. Só pra não dizer que eu não falei nada sobre esse assunto, nesse dia eu refleti bastante sobre o significado da Democracia no Brasil, e cheguei a uma conclusão (na verdade a teoria original não é minha, é do meu pai, mas ele não vai se importar se eu usar): a DEMO-cracia brasileira se escreve assim mesmo, separado e com ênfase no DEMO, pois esta é exatamente a forma reduzida do nome que deveria ser dado aos nossos governantes, pois esses DEMOs infernizam nossos ouvidos e nossas vidas com suas idéias estapafúrdias e irracionais, com suas declarações de desprezo à opinião pública, a repressão dos que são contra eles e tudo o mais. Um fato que me marcou nesse dia foi o discurso do presidente do Senado, Sen. José Sarney, onde ele diz que a mídia "é a inimiga nº1 do governo", que joga contra eles, ditos representantes do povo e, consequentemente, contra o povo.</p>
<p>Quando ouvi isso, e me recordei que eles são eleitos por nós, para nos representar, confesso que me senti muito mal. Se fomos nós que escolhemos estes DEMOs para nos representar, o que podemos querer? Sombra e água fresca, e claro, uma vaguinha no funcionalismo público, para agirmos como eles. Não é de se espantar então que os concursos públicos sejam muito mais concorridos que qualquer vestibular, que nossos jogadores de futebol sejam muito mais reverenciados do que nossos cientistas, escritores, intelectuais, que haja tantas invasões de terra, passeatas e greves para reivindicação de <span style="text-decoration: line-through;">dinheiro</span> direitos, menores jornadas de trabalho, auxílios assistenciais e tudo o mais. Quando falo isso sempre me vem à cabeça a seguinte questão: será que não são eles que estão certos? Eu trabalho 10 horas por dia, se considerarmos somente os dias úteis, passo metade do ano trabalhando para pagar impostos, ainda não tenho casa própria, sítio ou algo do gênero, tenho muito mais obrigações do que direitos, e sou excluído de quase todos os benefícios criados pelo governo.</p>
<p>Se ao invés disso eu colocasse um boné vermelho na cabeça, não fizesse nada da vida e ficasse só gritando e fazendo algazarra, eu ganharia um "salário" do governo, através de todas as "Bolsas qualquer coisa", poderia quebrar tudo o que eu quisesse que não poderia ser preso, pois é uma manifestação popular, poderia invadir fazendas e terras já cultivadas sem ser incomodado, ganharia essa terra sem nenhum imposto, taxa, contribuição e qualquer coisa, poderia vender livremente e ainda não pagaria imposto, pois é fruto de doação, e ainda não precisaria me preocupar com segurança, pois como eu não trabalho, sou pobre e não vou ser assaltado. Ou, se eu tivesse mais coordenação motora, poderia virar jogador de futebol... que maravilha! Não precisaria me preocupar em estudar, bastava aprender a falar que "o time jogou bem, o professor passou todas as instruções muito bem, e o negócio é correr atrás dos três pontos", a aparência também pouco importa, não precisaria ter passado cinco anos da minha vida me machucando com aparelhos nos dentes, nem nada, e seria amado e idolatrado por todos, desejado por todas, e ganharia em um ano muito mais do que já ganhei até hoje. Será que eu realmente agi certo tendo me preocupado em estudar, cuidar da aparência, ter um trabalho, pagar todos os meus impostos, e ainda assim continuar visto pelo próprio governo como vilão?</p>
<p>Se for disso que gostamos, realmente os que estão no poder hoje são os representantes ideais. Infelizmente, esses mesmos que foram eleitos por nós criaram diversos mecanismos de manipulação e aquietação da população que isto é o melhor que a maioria consegue ver. Não investem em educação, pois quem estuda mais se torna mais crítico, menos sugestionável; não investem em saúde, pois assim reduzem-se muito as promessas de campanha, os escoadouros para desvios de verba; não se investe em infra-estrutura, pois isso traz maiores investimentos privados, que incentivam a qualificação da mão-de-obra, melhora a qualidade de vida das pessoas e diminui a dependência do governo; e por aí vai. É, depois de tudo isso entendo porque o governo não fez muito alarde para comemorar o Dia da DEMO-cracia, falando muito no assunto, faria o povo pensar, e isso é a última coisa que o governo quer, um povo que pensa e questiona.</p>
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		<title>Crise econômica?!? Não não, aqui é o país da crise política</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 04:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era o ano de 2008, o povo brasileiro assistia pela televisão mais um capítulo da interminável novela das crises políticas. Naquela época, Arlindo Canalha Chinaglia presidia a Câmara dos Deputados, e tinha um pequeno problema (bastante comum entre as autoridades brasileiras), a língua era muito rápida, mais rápida até que o próprio pensamento, e saía falando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era o ano de 2008, o povo brasileiro assistia pela televisão mais um capítulo da interminável novela das crises políticas. Naquela época, Arlindo <span style="text-decoration: line-through;">Canalha</span> Chinaglia presidia a Câmara dos Deputados, e tinha um pequeno problema (bastante comum entre as autoridades brasileiras), a língua era muito rápida, mais rápida até que o próprio pensamento, e saía falando coisas para todos os lados. Na grande maioria das vezes, acabava mudando de opinião, pois fazia ataques ao governo, à oposição, e causava muitos mal-estares, trancamentos de pautas, e tudo o mais.</p>
<p>Foi então que, no mês de setembro, ouviu-se um estrondo que ecoou em todo o mundo, vindo dos EUA (como sempre). A bolha imobiliária havia estourado, uma tragédia mais do que anunciada havia finalmente ocorrido. Primeiro, os bancos Freddie Mac e Fannie Mae decretaram falência, e foram amparados pelo governo, que estatizou ambos. Não não, eu não errei no texto. Os EUA, a maior economia do mundo, a mais capitalista, menos intervencionista e, segundo eles, o modelo de sociedade capitalista e liberal, teve de intervir no mercado financeiro, seu principal pilar, para evitar um colapso do país. Coitados, já haviam perdido o status de "os belicamente mais preparados, os inatingíveis" quando, há exatamente 8 anos, eram atacados ferozmente em seu território, tendo como bombas seus próprios aviões, seus cidadãos, e como alvos seus maiores símbolos do capitalismo e do governo. Agora, perdiam seu status de economia menos intervencionista. (Isso deve ter doído mais do que a derrota da Argentina para o Brasil no último sábado). E não parou por aí, aos poucos todo o sistema financeiro daquele país foi se desfazendo, como um castelo de areia quando atingido por uma onda do mar. E essa onda começou a se alastrar por todo o mundo, a Europa se afundou em crise, a Ásia começou a tremer, e a América do Sul... bem, já estava tremendo como sempre, com seus presidentes <span style="text-decoration: line-through;">bizarros</span> extravagantes fazendo seus discursos inflamados, brigando internamente com seu povo rebelde, tentando destruir o pouco que ainda resta de dignidade em seus países.</p>
<p>No Brasil não era diferente, aquela novela se seguia normalmente. O nosso presidente - como todo molusco, muito entendido de mar - vai a público dizer que "o Tsunami que atinge os países desenvolvidos vai chegar aqui como uma reles marolinha". Aos poucos, a 'marolinha' se aproxima, e vai-se mostrando maiorzinha do que o previsto, passa a tomar mais atenção do noticiário do que as crises políticas, e o crédito começa a secar. Com ele, diminui também o consumo, devido também ao medo do futuro que passa a povoar a mente dos cidadãos. Então o governo barbudo lança mão de diversas medidas para tentar reaquecer a economia, ainda sem mudar o discurso de que não era nada além de 'marolinha'. As principais delas foram desonerações tributárias pontuais em alguns segmentos da produção. Aos poucos as vendas iam aumentando, mas ainda assim os indicadores mostravam sinal de queda, os sinais vitais estavam baixos, o desemprego aumentava, a inflação caía vertiginosamente, chegando até mesmo à deflação, e o quadro de recessão se instalava. Assim, começou uma queda acentuada na taxa básica de juros, a SELIC, para baratear o crédito e incentivar o consumo.</p>
<p>No mesmo período, começam a aparecer novos personagens na novela política, a doença da ministra/pré-candidata Dilma Rousseff, as idas e vindas do vice-presidente ao hospital no combate à mesma doença, as discussões sobre o pré-sal, um breve comentário sobre a proposta que tramitava na câmara para a aprovação do 3º mandato - rapidamente censurado da mídia - e, finalmente, a eleição do senador José Sarney para a presidência da casa. Aí a trama muda completamente, a novela fica a cada dia mais interessante. Negociações duvidosas, nepotismo exagerado (até mesmo para os padrões do governo), os atos secretos que vieram a público, acusações e processos de todos os lados. Ele, assim como Sansão com seu cabelo, usou a força do bigodão para se defender de todas elas e ser absolvido em todos os casos pelo Comitê de Ética da casa. Ah, sim. Não podemos esquecer da nomeação de Paulo Duque para a presidência da comissão. Um Severino Cavalcanti que tinha um pouco mais de cabelo, mas o mesmo pudor em se lixar para a opinião pública. Este também rendeu vários capítulos, e foi o responsável pela absolvição do "Bigodão do Maranhão". Enquanto isso, todos se esqueciam da crise econômica e voltavam a consumir aos poucos, chegando aos mesmos níveis de antes daquela crise.</p>
<p>É gente, para alguns vai ser duro de ouvir isso, mas te garanto que não vai ser mais do que ter que escrever isso. O Brasil foi o último a entrar na crise e o primeiro a sair graças à crise política e aos altos impostos. É verdade. Graças à crise política, os noticiários não inundaram a população com a crise econômica, o que acabou amenizando seu efeito na confiança do consumidor, não gerou pânico, e não reduziu tanto o consumo. Por outro lado, os altos impostos já fazem parte do cotidiano do brasileiro - não afetam sua decisão de compra - acabaram dando margem de manobra ao governo. Com isso, os preços abaixaram em relação ao normal, e acabou levando o povo de volta ao consumo. É triste, mas é verdade.</p>
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